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Bloco K: ainda tem empresa despreparada em 2026?

O Bloco K entrou em vigor para as grandes indústrias em 2017. Passou por prorrogações, adequações e simplificações. Em 2026, já não há desculpa — e o Fisco sabe disso.

Mesmo assim, autuações relacionadas à escrituração do controle de estoques seguem acontecendo. O problema raramente é desconhecimento da obrigação. É execução.

O que o Bloco K exige, na prática

O Bloco K integra a EFD ICMS/IPI e exige o registro detalhado das entradas e saídas de insumos, produtos acabados e perdas no processo produtivo. Na teoria, é espelho do que acontece no chão de fábrica. Na prática, qualquer divergência entre o que o ERP registra e o que o Sped recebe vira inconsistência — e inconsistência vira risco de autuação.

Os registros mais críticos:

  • K200 – Estoque escriturado: precisa bater com o inventário físico.
  • K230/K235 – Ordens de produção e componentes consumidos: qualquer divergência de quantidade ou código de insumo gera rejeição.
  • K250/K255 – Industrialização por terceiros: muitas empresas ainda tratam isso de forma manual, fora do fluxo automatizado.
  • K290/K291/K292 – Perdas e sobras: subnotificação é o erro mais comum e um dos mais visados na fiscalização.

Por que empresas ainda erram

Três causas concentram a maioria dos problemas:

  1. Desconexão entre ERP e SPED: o sistema de gestão registra uma coisa, o arquivo gerado para o Fisco entrega outra. Parametrização incorreta ou desatualizada.
  2. Processos manuais no meio do fluxo: planilhas que alimentam o ERP “por fora” quebram a rastreabilidade exigida pelo Bloco K.
  3. Falta de conciliação periódica: empresas que só revisam o Bloco K no fechamento mensal descobrem os problemas tarde demais para corrigir sem risco.

O que revisar agora

Antes do próximo fechamento, vale checar:

  • Se as fichas técnicas cadastradas no ERP refletem o processo produtivo atual — não o de dois anos atrás.
  • Se há processos de industrialização por terceiros sendo controlados fora do sistema.
  • Se o saldo do K200 está sendo conciliado com o inventário físico mensalmente.
  • Se as perdas de processo estão sendo registradas — ou simplesmente absorvidas sem escrituração.

A Receita Federal cruza as informações do Bloco K com NF-e de entrada, NF-e de saída e EFD Contribuições. Divergências aparecem. A questão é se aparecem para você antes ou depois de uma notificação.

Como a WMX pode ajudar

A WMX Consultoria atua diretamente na parametrização e revisão de sistemas fiscais, garantindo que o que o ERP registra e o que o SPED entrega sejam a mesma coisa — com rastreabilidade e sem exposição desnecessária ao Fisco.

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